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Executivo quer mais eficiência no mercado das renováveis

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Executivo quer mais eficiência no mercado das renováveis 27-01-2013

O Governo pretende tornar o mercado das energias renováveis mais eficiente e com isso poupar dinheiro na fatura paga pelos contribuintes.

O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, disse, esta semana, citado pela Lusa, que a política do executivo é "partilhar melhor os custos e os benefícios das energias renováveis".

"As metas do Governo passam por cumprir as percentagens de energias renováveis com que nos comprometemos no plano que vai até 2020, fazendo-o da forma mais custo/eficiência possível. Em vez de se de atingir um objetivo gastando 100, pretendemos que se atinja o mesmo objetivo gastando 80 ou 70, uma vez que tecnicamente já é possível, e com isso poupar dinheiro na fatura dos consumidores", sublinhou.

Segundo Artur Trindade, as medidas do Governo já evitaram que o custo da eletricidade aumentasse "apenas" 2,8 por cento, em vez dos 11 por cento que chegaram a estar previstos.

O governante afastou, no entanto, qualquer possibilidade de a energia elétrica sofrer qualquer redução nos próximos anos, garantindo que os aumentos vão situar-se ao nível da inflação.

Sobre a poupança da EDP de 6,3 mil milhões na importação de combustíveis fósseis, entre 2005 e 2012, através da capacidade instalada de energias renováveis, o secretário de Estado da Energia questionou: "quem é que ficou com essa poupança, para onde foi esse dinheiro?".

Artur Trindade reiterou que a intenção do Governo é manter os mesmos objetivos físicos de percentagens das renováveis, nalguns casos ir até mais além, mas tentar fazê-lo poupando dinheiro ao consumidor, para que ele fique com uma parte desses 6,3 milhões de euros que foram poupados, dos quais ainda não viram nada.

"Com as nossas medidas, os consumidores vão beneficiar de facto de alguma poupança. Existe um saldo negativo do passado que tem um peso substancial na fatura e as reduções que nós fizemos não conseguem reduzir ainda a fatura, apenas conseguem evitar que ela aumente", referiu.


Lusa/Dinheiro Vivo

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