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Grandes empresas contornam crise energética no Brasil

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Grandes empresas contornam crise energética no Brasil 17-01-2013

A queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas no Brasil não está a afetar todos os setores. O medo relativo ao aumento do preço da energia e à regularidade do abastecimento levaram algumas empresas a investir na autoprodução.

As empresas que têm na energia um dos seus principais insumos (as chamadas eletrointensivas) desenvolveram, ao longo das últimas décadas, sistemas de blindagem contra possíveis racionamentos ou apagões, segundo o Brasil Económico, que aponta vários exemplos.

A Suzano será autossuficiente a partir do quarto trimestre de 2013. O grupo vai inaugurar uma fábrica em Imperatriz, no Maranhão, que terá capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose de eucalipto por ano. Com isso, a empresa passará a ter um excedente de energia de 100 megawatts, que serão comercializados.

Já 73,2% da energia usada pela Klabin vem de fontes renováveis, sendo 38,5% de licor negro, 32,7% de biomassa e 2% de energia elétrica hidráulica própria. Outros 18,6% vêm de fontes não renováveis, como gás e óleo, e 8,3% é de energia elétrica adquirida.

Outro exemplo é o da Eldorado, proprietária da maior caldeira do segmento de celulose do mundo, que possui capacidade para gerar 220 megawatts de energia. Deste total, 100 megawatts são excedentes e, logo, comercializados.

Porém, essa realidade não se estende a todo o mundo empresarial, sendo que uma eventual crise no abastecimento provocaria consequências negativas em muitas empresas sem capacidade financeira para investir em geração própria.

Entrentao, a lei que permite ao governo prorrogar concessões de geração por 30 anos também tornará a energia mais barata.

Em setembro, o governo brasileiro abriu um processo de negociação para a renovação antecipada desses contratos, com vencimentos previstos entre 2015 e 2017. Como contrapartida, as concessionárias deveriam oferecer uma redução no valor da energia gerada.

A intenção do executivo é reduzir a conta de energia em cerca 20 por cento, a partir de fevereiro.

Quatro das principais geradoras de energia do país - Cesp (São Paulo), Cemig (Minas Gerais), Copel (Paraná) e Celesc (Santa Catarina) - não aderiram à proposta, segundo uma notícia no Jornal de Notícias.

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, no entanto, tem repetido que a promessa de redução de 20 por cento da tarifa será mantida, e que o governo arcará com os custos restantes, através de recursos do Tesouro Nacional.


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