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Governo anuncia corte adicional de 500 milhões nas rendas da energia

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Governo anuncia corte adicional de 500 milhões nas rendas da energia 21-06-2013

Além dos dois mil milhões de euros já previstos, o ministro da Economia anunciou, esta quarta-feira, que vai cortar as rendas de energia em mais 500 milhões até 2020 para tornar o sistema elétrico nacional sustentável e a economia mais competitiva.

“Sabemos que com as medidas adicionais, vamos ter pelo menos cortes adicionais nas rendas da energia em mais 500 milhões de euros”, disse o ministro da Economia, acrescentando assim que o corte até 2020 ascenderá a 2.500 milhões de euros.

“No decreto-lei que aprovámos, o que for feito em Espanha será feito aqui ao nível dos grandes consumidores industriais. (…) São os produtores que vão assumir essa diferença, afirmou, em declarações à SIC Notícias.

Álvaro Santos Pereira disse também que “mais nenhum governo deve fazer o que fizeram os anteriores, nomeadamente o anterior, que foi onerar as famílias portuguesas, onerar as nossas empresas, por causa de um sonho de termos campeões nacionais na área das renováveis”.

Recorde-se que, no final de 2012, os preços da eletricidade e do gás aumentaram de forma muito expressiva em quase todos os países europeus, estando Portugal entre os que sofreram as maiores subidas, em parte explicáveis pelo agravamento do IVA.

Prevê-se a eliminação total da dívida tarifária, que hoje ronda os três mil milhões de euros. No entanto, os cortes nas rendas da energia têm espetros temporais distintos.

Nas várias rubricas em que o Governo interveio, há situações muito diferenciadas. Em relação aos Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), cujas poupanças serão de 200 milhões de euros até 2027, há um único operador visado, a EDP. Mas ao nível das eólicas, estão em causa dezenas de parques em operação, cada qual com a sua data de arranque e tarifas próprias. O mesmo sucede com as cogerações e as mini-hídricas, onde o leque de produtores de eletricidade está muito pulverizado. Nas garantias de potência os principais visados são EDP, Endesa e Iberdrola.


EE / Jornal de Negócios

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