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Renováveis viciadas em subsídios

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Renováveis viciadas em subsídios 21-05-2013

O secretário-geral da Associação Europeia da Indústria da Eletricidade diz que os subsídios são como droga e toda a indústria está dependente. O tema deverá estar em cima da mesa do próximo conselho europeu.

Os subsídios às renováveis já não servem a ninguém. Os fornecedores estão contra, os Estados-membros estão a perder dinheiro, os contribuintes estão a pagar mais pela energia e a Comissão Europeia está farta de um sistema sem regras nem limites. Esta é uma política que prejudica até as empresas, que são agora as primeiras a apontar os defeitos do sistema, segundo Hans ten Berge.
 
As subvenções apareceram para apoiar a nova indústria até que os custos baixassem, mantendo as tarifas acessíveis. Os custos nalguns casos já desceram, mas os subsídios continuam intocáveis e os consumidores herdaram, entretanto, um défice tarifário que promete agravar a fatura para os próximos anos.
 
“O cliente já não está a pagar pela energia, mas pelas políticas decididas pelos políticos. Temos capacidade suficiente? Vivemos anos com capacidade suficiente, com fornecedores que faliam se não garantissem as necessidades dos consumidores. Agora não precisamos de fornecedores que vivam consoante as necessidades do cliente. Garantimos às empresas 20 anos de rendas, independentes da procura. É o sistema que temos na Europa neste momento, posso dizer-vos que é como heroína: todos aproveitamos, diariamente, estamos viciados”, afirmou, citado pela RR.

Outros especialistas citados pela RR opinam no mesmo sentido. É o caso de Michael Suess, um dos administradores da Siemens, o gigante alemão com uma forte aposta na energia, para quem a subsidiodependência acabou com o mercado nas renováveis.

“Não há nenhum mercado ou, pelo menos, nenhum que siga as regras normais de mercado. O o que temos nas renováveis é um mercado altamente subsidiado, na Alemanha, Espanha, Itália. Hoje, onde quer que vamos, encontramos renováveis com uma enorme capacidade, porque a produção não segue a procura, mas a disponibilidade das fontes, quer seja o vento, o Sol, ou o que seja... e não existe capacidade de armazenamento”, afirmou.
 
Em Portugal, o Governo anda agora a renegociar as rendas na energia, mas o défice tarifário que se foi acumulando está prometido para os clientes.

Os grandes fornecedores europeus defendem uma política energética comum aos “27”, mas o motor da economia europeia, a Alemanha, é apontado agora como o principal obstáculo. 

O diretor-geral para a Energia da Comissão Europeia, Philip Lowe, admitiu que é tempo de corrigir o caminho, sobretudo em países como Portugal, que enfrentam políticas severas de austeridade. “Na energia solar voltaica e nas eólicas os preços baixaram de forma dramática, por isso os subsídios também podem descer”, defendeu.

A Comissão Europeia promete novidades para breve neste capítulo. Segundo o diretor-geral para a Energia da Comissão Europeia, Philip Lowe, o objetivo é impor regras num mercado onde cada país é agora livre para atribuir as ajudas que entender.


EE / RR

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