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Só 7% aderiram à tarifa de eletricidade do leilão da Deco

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Só 7% aderiram à tarifa de eletricidade do leilão da Deco 06-07-2013

Dos 587 mil consumidores que se candidataram ao leilão da Deco, ganho pela Endesa, só cerca de sete por cento formalizaram a adesão ao tarifário proposto. Ao todo, são cerca de 40 mil os novos contratos, segundo a Deco.

O número de contratos de fornecimento de eletricidade efetivamente conseguidos pela operadora ainda não é certo (e só será conhecido em Setembro, quando o processo já estiver concluído).

Os dados que a Deco divulgou esta quinta-feira dizem apenas respeito aos clientes que sinalizaram a intenção de optar pela tarifa, mas é esse o volume de contratos que a associação prevê que sejam contratados, disse ao jornal Público a responsável da Deco pelo leilão, Rita Rodrigues.

Num cenário em que os 40 mil consumidores acabem por fechar acordo com a Endesa, o número de adesões fica muito aquém dos 100 mil novos contratos necessários para a Deco cobrir os custos de montagem da operação.

Rita Rodrigues faz, no entanto, um balanço “muito positivo” da operação, garantindo que a Deco não lançou o projeto com metas sobre o número de adesões, mas com o objetivo de “mexer com o mercado de eletricidade”.

E a prova, contrapõe, está no facto de a EDP, a Galp e a Iberdrola terem lançado campanhas promocionais depois do leilão. “As respostas que vieram a seguir de uma maneira concertada e articulada claramente foram uma resposta directa ao leilão”, diz.

Segundo cálculos da Deco, os consumidores terão conseguido – não apenas com o leilão, mas também as campanhas que se seguiram – uma poupança acumulada acima de cinco milhões de euros. O valor resulta de uma poupança média anual de 18 euros por consumidor.

Das 40 mil potenciais adesões à Endesa, 40 a 50 por cento serão de associados da Deco, diz Rita Rodrigues.

A Deco vai receber da Endesa cinco euros por cada cliente angariado e compromete-se a entregar o valor da comissão aos associados. Em relação aos restantes consumidores (não-filiados na Deco), o montante da comissão será entregue pela Endesa à associação de defesa do consumidor.

Tendo em conta o número de clientes que aderiram, o valor a receber pela Deco não cobrirá os custos de montagem da operação, que Rita Rodrigues diz serem superiores a 250 mil euros. Para isso, seriam precisos 100 mil novos contratos, o que está longe de se concretizar.

Com isto, de fora fica a hipótese, admitida em maio pelo presidente da Deco, Vasco Colaço, de a Deco restituir aos associados o eventual remanescente que viesse a ser conseguido em comissões, uma vez que os valores estimados não serão alcançados.


EE / Público

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