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Califórnia quer engarrafar a luz do sol

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Califórnia quer engarrafar a luz do sol 19-08-2013

O Estado norte-americano da Califórnia, cujas ambições na área das renováveis ajudaram a desenvolver as indústrias de energia solar e eólica, propôs um aumento acentuado no armazenamento de energia para uma melhor integração de energia renovável com o resto da rede.

As energias do sol e do vento oscilam dramaticamente e armazená-las para uso posterior tornaria a oferta mais previsível. "Não podemos contar apenas com a luz solar", disse o governador Jerry Brown na conferência Intersolar, em São Francisco, no mês passado. "Temos de engarrafar a luz do Sol”, vincou, citado pela Reuters.

O Estado da Califórnia quer que em 2020 um terço da energia fornecida seja de fontes renováveis e esta meta coloca também pressão para o avanço da tecnologia de armazenamento.

A proposta desencadeou uma corrida tecnológica que já atraiu os investidores em capital de risco Peter Thiel e Vinod Khosla, fabricantes de baterias de grande escala, como a LG Chem, e potências já estabelecidas no mercado, como a General Electric GE.N.

O movimento não é exclusivo da Califórnia. A Alemanha é uma pioneira do armazenamento e, nos Estados Unidos, fundos de estímulo apoiaram projetos em Nova Iorque e no Texas.

Mas o armazenamento é caro quando comparado com a construção de novas centrais a gás. Além disso, muitos projetos de armazenamento foram criados com a ajuda de fundos de estímulo que entretanto desapareceram, o que significa que os clientes terão que arcar com grande parte dos custos. Há também os riscos de que as tecnologias de armazenamento não cumpram o prometido.

Os defensores deste sistema argumentam que os contribuintes serão beneficiados porque o armazenamento permite evitar a construção de centrais de energia ou de instalações de transmissão para responder a alturas de maior procura energética.


EE / Reuters

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