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Serão os carros elétricos uma ameaça para a rede?

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Serão os carros elétricos uma ameaça para a rede? 31-08-2013

Algumas redes de bairro não estão preparadas para o aumento da procura de energia, o que poderá provocar apagões. O aumento das vendas de carros elétricos tem levado algumas elétricas a apressarem-se na adaptação, como por exemplo na Califórnia, o Estado norte-americano onde se vendem mais veículos elétricos.

Em 2012, venderam-se cerca de 50 mil carros elétricos nos Estados Unidos e investigadores do Departamento de Energia de Estados Unidos estimam que a rede tem capacidade de reserva suficiente para lidar com mais de 150 milhões de carros a bateria, o que representa 75 por cento do número atual de veículos que circulam no país.

Porém, as vendas de veículos elétricos não estão distribuídas de forma equitativa, o que pode levantar problemas aquando da distribuição de energia a cada bairro.

Os carros elétricos vendidos hoje podem consumir duas a cinco vezes mais energia quando estão a carregar do que os carros elétricos que chegaram ao mercado há apenas dois anos.

O problema não reside nos carregamentos feitos de forma lenta em fichas convencionais de 110 volts nem nas estações públicas de carregamento rápido, porque estas têm transformadores e outros equipamentos adaptados para grandes cargas. O problema surge quando os proprietários destes veículos instalam circuitos de carregamento específicos para veículos elétricos.

Na Califórnia, as empresas de energia estão a monitorizar a procura – através de contadores inteligentes – para identificar os bairros que necessitam de uma atualização. Além disso, estão a trabalhar de perto com os fabricantes de veículos para que os clientes os avisem quando compram um veículo deste género.

Porém, os melhoramentos na rede são pagos por todos os beneficiários do bairro e não apenas pelos donos dos carros elétricos.

Algumas empresas também estão a oferecer planos e tarifas especiais para os proprietários de veículos elétricos, como descontos para carregamentos noturnos.

Tecnicamente, as empresas poderiam comunicar-se com os carros para estes começarem a carregar quando se produz um excedente de energia e parar quando há picos de procura. Deste modo, as empresas podem utilizar veículos elétricos para estabilizar a rede e evitar a necessidade de usar centrais elétricas ineficientes para as horas de pico.

Por agora, parece que os proprietários de veículos elétricos preferem carregá-los lentamente durante a noite, segundo um estudo da Southern California Edison. Porém, quando se vendem muitos carros exclusivamente elétricos de carregamento rápido, como o Modelo S, e com os fabricantes a procurarem diferenciar-se uns dos outros graças à velocidade dos tempos de carga dos seus veículos, esta estatística poderá alterar-se.


EE / MIT Technology Review

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