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Eletricidade aumentou mais de 40% para as empresas médias

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Eletricidade aumentou mais de 40% para as empresas médias 27-09-2013

De acordo com o estudo europeu de 2013 sobre o Desempenho Competitivo dos Estados-membros, divulgado esta quarta-feira, em 2007 um kilowatt custava perto de oito cêntimos por hora, mas em 2012 o preço já ia em mais de 11 cêntimos por hora, o que perfaz uma agravamento de 40 por cento.

Chipre , Itália e Malta têm atualmente o custo kilowatt/horas mais elevado da Europa, tendo sofrido os maiores aumentos entre 2007 e 2012, mas nos 28 países analisados Portugal já surge em décimo lugar no ranking do custo da eletricidade industrial. Está, no entanto, ligeiramente abaixo da média da União Europeia em 2012.

O estudo defende que "sem indústria [manufatura] não há crescimento e criação de emprego", avisando por exemplo que, apesar dos sinais mais positivos para a economia europeia como um todo, a verdade é que a indústria ainda não saiu da recessão.

Em Portugal, desde janeiro de 2008 até agora, a destruição de valor na indústria foi de 18 por cento, a oitava pior marca da Europa. Chipre, Grécia e Espanha lideram com mais de 30 por cento de queda, movimentos que podem ser explicados pelo esvaziamento do setor da construção, classificado como um ramo industrial.

A Comissão Europeia, que no âmbito do programa de ajustamento tem pugnado por uma correção em baixa dos custos "excessivos" da energia elétrica (o problema de rendas excessivas e da falta de concorrência, sempre negado pela EDP, por exemplo), vem relembrar neste estudo que "os preços altos da energia são um dos fatores que contribuem para o processo de desindustrialização, já que os preços são elevados quando se faz uma comparação global.

As empresas nacionais foram as quintas mais apertadas dos 28 países no acesso ao banco, entre 2011 e 2013. A quebra no volume de crédito empresarial foi de 10 por cento em termos nominais, apenas superado por 11 por cento na Dinamarca e cerca de 17 por cento em Espanha.

"Os diferenciais de taxas de juro cresceram entre países e entre empresas grandes e pequenas, piorando em particular a situação dos países em crise", segundo o estudo. A situação continuou a deteriorar-se em "Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha", aponta Bruxelas.

Pior ainda é que "a procura por novos empréstimos também caiu, levando muitos empresários a adiar investimentos", refere o executivo comunitário, frisando: “as difíceis condições de crédito continuam a ser um dos maiores fatores de constrangimento nas operações e no crescimento das pequenas e médias empresas".


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