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Fábrica de painéis solares da Martifer só trabalha a meio gás

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Fábrica de painéis solares da Martifer só trabalha a meio gás 01-11-2013

Em 2009, a  fábrica de painéis solares da Martifer em Oliveira de Frades faturava 130 milhões de euros e produzia 500 células fotovoltaicas, mas agora “não está no máximo da capacidade” e já só trabalha quando há encomendas.

“Não temos escala para produzir para grandes parques como os que fazemos cá ou  no exterior. A fábrica só produz para pequenas instalações domésticas, até porque esses clientes não podem ir à China reclamar se houver defeitos”, disse o presidente executivo da Martifer Solar, Henrique Rodrigues, citado no portal Dinheiro Vivo.

Em causa, diz o mesmo responsável, estão os preços baixos dos painéis feitos na Ásia e a que a própria Martifer usa nesses grandes parques que instala.

Mas a escolha dos equipamentos não é da Martifer, porque a estratégia da empresa portuguesa é a der ser prestadora de serviços e não investidora. Ainda assim, não está em cima da mesa desfazerem-se daquela unidade que custou 16,7 milhões e está totalmente automatizada.

“A fábrica de Oliveira de Frades não é core. É um ativo que está ali, que não dá resultados e que agora não representa nada no nosso volume de negócios, mas é viável e um dia pode voltar a ser a importante, por exemplo, se o mercado africano crescer”, explicou o CEO.

Aliás, o facto de estar totalmente automatizada e de ter apenas sete empregados por turno é que possibilita que a mantenham no balanço da empresa. “Se não estiverem a trabalhar, esses empregados são usados no desenvolvimento de projetos” que é, hoje, a principal atividade da Martifer Solar.

Só este ano, a empresa já instalou 200 MW de painéis solares para outros investidores, a maior parte no estrangeiro, mas também alguns em Portugal.

Em 2014, o objetivo é instalar mais 200 MW, principalmente no no exterior. Aliás, estão mesmo prestes a adicionar mais um país à lista de 20 mercados onde já tem negócios.

“Estamos em contacto com a nossa parceira sul coreana  para fazermos projetos juntos em várias geografias, entre elas o Japão, e estamos já a desenvolver dois projetos, um de 20 MW e outro de 45 MW”, contou Henrique Rodrigues.  

Mas há outros destinos, como reforçar nos EUA e na América Latina, onde a Martifer Solar tem diversificado para fugir à crise na Europa.


EE / Dinheiro Vivo

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