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FMI diz que custos elevados da eletricidade em Portugal dificultam negócios

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FMI diz que custos elevados da eletricidade em Portugal dificultam negócios 11-12-2013

A diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou, esta terça-feira, num discurso citado pelo “Independent”, que enquanto a Europa parece “ter mudado de rumo”, é prematuro cantar vitória, acrescentando a importância de reformas e citando exemplos que prejudicam o crescimento, como o caso dos elevados custos da eletricidade em Portugal.

Christine Lagarde disse que o crescimento económico não vai acelerar substancialmente a não ser que as famílias, empresários e países coloquem as suas finanças em ordem e que a redução de dívida se torne atrativa aos olhos dos credores e se reavive o crédito.

“O objetivo da reforma é quebrar barreiras ao crescimento. Não há um método infalível. Isto significa assumir posições entrincheiradas e interesses escusos. Isto significa trazer mais concorrência e flexibilidade para acender a inovação, impulsionar a competitividade e possibilitar recursos onde estes sejam mais produtivos”, afirmou. E, por isso, sublinha “as reformas são importantes na Europa”.

A responsável sublinhou ainda que “continua a ser importante quebrar as ligações perniciosas entre bancos e balanços das dívidas soberanas”.  

"A nossa posição no FMI é bastante simples: a união bancária deve ser um conjunto simples com um mecanismo único de supervisão e um mecanismo único de resolução dos bancos com uma rede de segurança comum", afirmou, citada pela Lusa.
 
Segundo a agência de notícias portuguesa, Lagarde sublinhou ainda:"Sei que ainda há muitas coisas complicadas a ter em conta nesta altura, mas defendemos e exortamos a que seja considerado um sistema simples, eficaz, justo e o mais previsível possível".

Já citada pelo Independent, a responsável afirmou que as reformas no mercado laboral podem vir a tornar as economias melhor preparadas para absorver choques futuros.

Lagarde apelou também a melhorias no regime salarial e nos sistemas de impostos mais simples.
“Por exemplo, os preços do setor da eletricidade na Itália são cerca de 30% mais elevados do que a média europeia e os elevados preços da eletricidade aumentam os custos dos negócios em Portugal”, criticou a responsável.

Sobre este assunto, Passos Coelho sublinhou, em entrevista ao Jornal de Negócios, que "a questão da energia tem sido muito discutida em parte porque, também no exterior, há uma percepção de que não foi feito tudo o que devia ter sido feito para diminuir as rendas do sector energético”.

“A nossa opinião não é essa. O que procurámos fazer, com esta taxa sobre o sector energético, tem que ver com o objectivo muito ambicioso de défice que, para ser cumprido, exigia um aprofundamento dos cortes salariais no Estado e uma atitude mais ambiciosa também sobre as próprias pensões. Fazia sentido, por uma questão de equidade, encontrar um contributo mais alargado noutros sectores, para atingir esse resultado do défice", esclareceu.
 


EE / Jornal de Negócios

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