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Eletricidade vai subir 2,8% em 2014

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Eletricidade vai subir 2,8% em 2014 16-12-2013

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou, na sexta-feira, a aprovação da versão definitiva das tarifas de eletricidade para 2014, confirmando o aumento de 2,8% que havia proposto em meados de outubro.

As tarifas de venda a clientes finais na baixa tensão normal irão sofrer a 1 de janeiro uma atualização de 2,8%, a qual corresponderá a um aumento médio de 1,21 euros por mês numa fatura de 46,5 euros, que corresponde ao perfil da maioria dos consumidores residenciais.

Já os clientes abrangidos pela tarifa social, para os quais a ERSE considera um gasto médio mensal de 23,5 euros, sofrerão um aumento do encargo mensal de 0,23 euros, estima o regulador.

Para esta atualização tarifária contribuíram vários fatores: o aumento dos custos de produção de eletricidade, a redução do consumo, a recuperação de custos adiados no passado, a quebra do preço de mercado das licenças de emissão de CO2 e o aumento dos custos da produção do regime especial.

Contudo, houve alguns fatores de sentido inverso, que impedem que o aumento em janeiro seja mais alto. Entre eles, estão as metas de eficiência aplicadas às atividades reguladas, a diminuição da taxa de remuneração dos ativos regulados e as várias medidas anunciadas pelo Governo para reduzir custos no sistema elétrico, algumas das quais já com efeitos em 2014.

As tarifas que a ERSE agora publica aplicam-se aos clientes que ainda não migraram para o mercado liberalizado e que, por isso, ainda pagam tarifas transitórias (reguladas), as quais são passíveis de atualização a cada três meses.

No entanto, os cerca de dois milhões de clientes que já passaram para o mercado livre também deverão ser afetados por este aumento de 2,8%, uma vez que a generalidade dos comercializadores indexa os seus preços às tarifas reguladas, mediante a aplicação de um desconto sobre estas últimas.

Os clientes com tarifa social, pelo contrário, não estão sujeitos a atualizações trimestrais dos preços da energia elétrica.


EE / Jornal de Negócios

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