Enercom

Login
Home » Notícias » Eficiência Energética » Governo espanhol suspeita de manipulação de preços na eletricidade
A+ R A-

Governo espanhol suspeita de manipulação de preços na eletricidade

Enviar por E-mail Versão para impressão
Governo espanhol suspeita de manipulação de preços na eletricidade 20-12-2013

O Governo espanhol solicitou, com caráter de urgência, que a Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC) abra uma investigação para apurar se houve manipulação no leilão de eletricidade desta quinta-feira e que servia de base para a definição dos novos preços a aplicar em Espanha a partir de Janeiro.

O leilão traduziu-se numa subida de 29,5 por cento do preço grossista da energia elétrica face ao preço do leilão realizado em setembro.

Esta variação deverá refletir-se num aumento dos preços finais da eletricidade em Espanha da ordem dos 11 por cento no primeiro trimestre de 2014.

No leilão desta quinta-feira o preço de base da eletricidade situou-se em 61,6 euros por megawatt hora (MWh), que comparam com 47,58 euros por MWh no leilão de setembro (o qual serviu de referência para os preços finais para os consumidores espanhóis no último trimestre de 2013).

Já o preço de referência para os períodos de ponta fechou em 67,58 euros por MWh, acima dos 57 euros por MWh no leilão de setembro.
 
Os leilões servem para calcular o preço da componente de energia no preço final da eletricidade.

Em Espanha a componente de energia representa sensivelmente 45 por cento do preço total, estando os restantes 55 por cento ligados aos custos das redes e outras rubricas agrupadas nas tarifas de acesso à rede.

No primeiro caso, o preço grossista da energia é livremente negociado entre os produtores de eletricidade e os comercializadores. No segundo, as tarifas de acesso são definidas pelo Governo espanhol.  

Com o anúncio formal previsto para os próximos dias, esta será a quarta subida consecutiva dos preços da eletricidade para os consumidores espanhóis, que já viram as suas tarifas subir 3,1% em outubro, 3,2% em agosto e 1,2% em julho.


EE / Jornal de Negócios

Login